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Acapulco

Diretor
Jaime Eliezer Karas
Elenco
Enrique Arrizon, Camila Perez, Eugenio Derbez
Ano
2021
País
EUA

Comédia AppleTV+

Acapulco

Divertida e despretensiosa, essa é o tipo da série que você assiste um episódio aqui, outro ali, e sempre vai sair satisfeito - eu diria, inclusive, que essa produção da Apple TV+ transita muito bem entre um "White Lotus" com um "How I Met Your Mother". O fato é que "Acapulco" é uma série encantadora que mergulha em um atmosfera de nostalgia, cheia de humor e emoção (as vezes até melodramática demais), equilibrando uma estética colorida e vibrante com uma narrativa mais acessível e cativante. Inspirada no filme "Como se Tornar um Conquistador", de 2017, a série se apropria de elementos que nos remetem à uma comédia romântica leve com uma trama que traz para discussão temas como amadurecimento, sonhos e identidade, sem nunca esquecer da relação entre passado e presente como forma de potencializar a narrativa. Criada por Eduardo Cisneros (de "La Usurpadora"), Jason Shuman (de "Lakers: Hora de Vencer") e Austin Winsberg (de "Zoey e a Sua Fantástica Playlist"), "Acapulco" se destaca pelo mix de referências, sempre com muito respeito e bom humor, funcionando como uma certa homenagem à cultura mexicana, oferecendo um olhar distinto sobre o país, mesmo que recorrendo aos estereótipos sociais - e funcional!

A trama acompanha Máximo Gallardo (Enrique Arrizon), um jovem sonhador que em 1984, consegue seu emprego dos sonhos no luxuoso resort Las Colinas, na famosa cidade mexicana de Acapulco - retiro dos endinheirados da época. Lá, ele descobre que o glamour esconde desafios inesperados, incluindo clientes excêntricos, dinâmicas de poder e dilemas morais que testam sua ética e ambição. Enquanto isso, a história é contada pelo Máximo do presente (aqui vivido por Eugenio Derbez), um magnata que compartilha suas memórias com seu sobrinho Hugo (Raphael Alejandro), criando uma estrutura narrativa semelhante à outras sitcoms mais clássicas, mas com uma camada adicional de subjetividade, já que o narrador mais velho pode não ser completamente confiável. Confira o trailer original:

Visualmente, "Acapulco" é um espetáculo. A paleta de cores é viva, com destaque para o rosa berrante do hotel, os figurinos são chamativos e a fotografia sempre ensolarada, tudo isso nos transporta diretamente para os anos 80 com muita maestria. A trilha sonora, ponto alto da série, está repleta de clássicos, incluindo versões em espanhol de hits americanos que dificilmente não vai te roubar um sorriso - especialmente se você estiver nas faixa dos 40 anos (ou mais). Veja, todos esses detalhes conferem um tom nostálgico impressionante  e reforçam a identidade única da série, criando uma fácil conexão com aquele cinema "sessão da tarde" que adorávamos assistir.

Além da estética envolvente, a série se destaca pelo tom positivo e otimista. Embora Máximo enfrente desafios e precise tomar decisões difíceis, "Acapulco" mantém um clima acolhedor e divertido, explorando o crescimento do protagonista sem perder a leveza de sua proposta. A narrativa é inteligente ao abordar questões de classe, pela perspectiva dos sonhos e sacrifícios, mas sempre com um olhar esperançoso e uma boa dose de humor. Já em termos de estrutura, "Acapulco" se desenvolve como uma série de episódios independentes, mas com arcos narrativos que evoluem ao longo das temporadas. Isso permite que a história se expanda organicamente, criando um universo rico e envolvente sem a necessidade de grandes reviravoltas dramáticas. O elenco também brilha, com personagens carismáticos que contribuem para a química da série - Enrique Arrizon traz energia e ingenuidade ao jovem Máximo, enquanto Derbez adiciona um toque de maturidade e humor na versão mais velha do personagem. Outros destaques incluem Fernando Carsa, como Memo, o melhor amigo de Máximo, e Damián Alcázar, como Don Pablo, o sábio (e de caráter duvidoso) mentor do protagonista.

Com um conceito acessível e um roteiro bem construído, "Acapulco" mereceria mais atenção - como "Ted Lasso", a série conquista pelo seu humor e pelo retrato afetuoso da cultura mexicana sem nunca pesar na mão - ou melhor, trazendo aquele toque mexicano de dramaturgia, mas sem tanto exagero dramático. No geral, "Acapulco" é um entretenimento leve e envolvente, ideal para quem busca uma jornada reconfortante, repleta de bom humor e de personagens apaixonantes - a capacidade da série em equilibrar essa narrativa, tornando a história de Máximo uma experiência cativante e visualmente encantadora, é de se elogiar.

Para quem gosta de histórias de crescimento pessoal com uma dose generosa de nostalgia, o play é obrigatório - e se dormir, dormiu!

Assista Agora

Divertida e despretensiosa, essa é o tipo da série que você assiste um episódio aqui, outro ali, e sempre vai sair satisfeito - eu diria, inclusive, que essa produção da Apple TV+ transita muito bem entre um "White Lotus" com um "How I Met Your Mother". O fato é que "Acapulco" é uma série encantadora que mergulha em um atmosfera de nostalgia, cheia de humor e emoção (as vezes até melodramática demais), equilibrando uma estética colorida e vibrante com uma narrativa mais acessível e cativante. Inspirada no filme "Como se Tornar um Conquistador", de 2017, a série se apropria de elementos que nos remetem à uma comédia romântica leve com uma trama que traz para discussão temas como amadurecimento, sonhos e identidade, sem nunca esquecer da relação entre passado e presente como forma de potencializar a narrativa. Criada por Eduardo Cisneros (de "La Usurpadora"), Jason Shuman (de "Lakers: Hora de Vencer") e Austin Winsberg (de "Zoey e a Sua Fantástica Playlist"), "Acapulco" se destaca pelo mix de referências, sempre com muito respeito e bom humor, funcionando como uma certa homenagem à cultura mexicana, oferecendo um olhar distinto sobre o país, mesmo que recorrendo aos estereótipos sociais - e funcional!

A trama acompanha Máximo Gallardo (Enrique Arrizon), um jovem sonhador que em 1984, consegue seu emprego dos sonhos no luxuoso resort Las Colinas, na famosa cidade mexicana de Acapulco - retiro dos endinheirados da época. Lá, ele descobre que o glamour esconde desafios inesperados, incluindo clientes excêntricos, dinâmicas de poder e dilemas morais que testam sua ética e ambição. Enquanto isso, a história é contada pelo Máximo do presente (aqui vivido por Eugenio Derbez), um magnata que compartilha suas memórias com seu sobrinho Hugo (Raphael Alejandro), criando uma estrutura narrativa semelhante à outras sitcoms mais clássicas, mas com uma camada adicional de subjetividade, já que o narrador mais velho pode não ser completamente confiável. Confira o trailer original:

Visualmente, "Acapulco" é um espetáculo. A paleta de cores é viva, com destaque para o rosa berrante do hotel, os figurinos são chamativos e a fotografia sempre ensolarada, tudo isso nos transporta diretamente para os anos 80 com muita maestria. A trilha sonora, ponto alto da série, está repleta de clássicos, incluindo versões em espanhol de hits americanos que dificilmente não vai te roubar um sorriso - especialmente se você estiver nas faixa dos 40 anos (ou mais). Veja, todos esses detalhes conferem um tom nostálgico impressionante  e reforçam a identidade única da série, criando uma fácil conexão com aquele cinema "sessão da tarde" que adorávamos assistir.

Além da estética envolvente, a série se destaca pelo tom positivo e otimista. Embora Máximo enfrente desafios e precise tomar decisões difíceis, "Acapulco" mantém um clima acolhedor e divertido, explorando o crescimento do protagonista sem perder a leveza de sua proposta. A narrativa é inteligente ao abordar questões de classe, pela perspectiva dos sonhos e sacrifícios, mas sempre com um olhar esperançoso e uma boa dose de humor. Já em termos de estrutura, "Acapulco" se desenvolve como uma série de episódios independentes, mas com arcos narrativos que evoluem ao longo das temporadas. Isso permite que a história se expanda organicamente, criando um universo rico e envolvente sem a necessidade de grandes reviravoltas dramáticas. O elenco também brilha, com personagens carismáticos que contribuem para a química da série - Enrique Arrizon traz energia e ingenuidade ao jovem Máximo, enquanto Derbez adiciona um toque de maturidade e humor na versão mais velha do personagem. Outros destaques incluem Fernando Carsa, como Memo, o melhor amigo de Máximo, e Damián Alcázar, como Don Pablo, o sábio (e de caráter duvidoso) mentor do protagonista.

Com um conceito acessível e um roteiro bem construído, "Acapulco" mereceria mais atenção - como "Ted Lasso", a série conquista pelo seu humor e pelo retrato afetuoso da cultura mexicana sem nunca pesar na mão - ou melhor, trazendo aquele toque mexicano de dramaturgia, mas sem tanto exagero dramático. No geral, "Acapulco" é um entretenimento leve e envolvente, ideal para quem busca uma jornada reconfortante, repleta de bom humor e de personagens apaixonantes - a capacidade da série em equilibrar essa narrativa, tornando a história de Máximo uma experiência cativante e visualmente encantadora, é de se elogiar.

Para quem gosta de histórias de crescimento pessoal com uma dose generosa de nostalgia, o play é obrigatório - e se dormir, dormiu!

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