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Line of Duty

Diretor
David Caffrey, John Strickland
Elenco
Martin Compston, Vicky McClure, Adrian Dunbar
Ano
2012
País
Reino Unido

Ação Max ml-investigação ml-terrorismo ml-politico ml-perseguição ml-espionagem ml-hoc

Line of Duty

Não tem como não gostar de "Line of Duty", especialmente se você (como eu) foi um grande fã de "24 Horas"! Mas calma, nada é por acaso - para minha surpresa, eu já tinha comentado sobre as referências do criador dessa série em uma análise de outra de suas produções, a minissérie sensação de 2018, "Segurança em Jogo" da Netflix! É isso, criada por Jed Mercurio, "Line of Duty" é daquelas séries raras que prende a atenção da audiência pela dinâmica narrativa, pela inteligência de suas reviravoltas, pela tensão constante de sua sequências de ação e pela habilidade de se reinventar a cada temporada, mantendo um altíssimo nível do início ao fim. Olha, se prepare para não sair do sofá, pois são seis temporadas (com uma média de seis episódios cada) de muito (mas, muito) entretenimento de qualidade!

"Line of Duty" é um premiadíssimo drama britânico que, basicamente, mergulha no universo da corrupção policial. Após uma delicada incursão contraterrorista dar muito errado, o Sargento Steve Arnott (Martin Compston) se recusa a encobertar os erros de sua equipe. Ao ser hostilizado pelos seus superiores, Arnott então se transfere para uma unidade anti-corrupção da policia local comandada pelo peculiar superintendente Ted Hastings (Adrian Dunbar). Lançada em 2012 pela BBC, a série rapidamente se consolidou como uma das melhores obras policiais das últimas décadas, graças à sua capacidade excepcional de equilibrar mistério, ação e uma reflexão crítica sobre poder, ética e integridade institucional. Confira o trailer (em inglês):

Mercurio já é conhecido por uma escrita, ao mesmo tempo, sofisticada e criativa. Dessa vez ele entrega uma jornada ainda mais empolgante que "Segurança em Jogo" e sem perder sua marca registrada: oferecer um olhar minucioso sobre os meandros da corrupção policial e sobre as complexidades morais enfrentadas por aqueles que tentam combatê-la. A cada temporada, a série apresenta um caso diferente, com personagens centrais que trazem consigo uma narrativa própria, mergulhando profundamente em dilemas éticos, pontuando as relações de poder e escolhas difíceis que cada um precisa tomar ao longo da jornada. Porém, o núcleo permanente formado pelo trio de investigadores Steve Arnott, Kate Fleming (Vicky McClure) e Ted Hastings (Adrian Dunbar) funciona como a espinha dorsal de "Line of Duty", trazendo muito do conceito de antologia procedural, bem anos 2000, para a produção. 

A série, impossível negar, se destaca especialmente pelo seu roteiro inteligente e elaborado, que raramente oferece respostas fáceis - mesmo exigindo uma certa suspensão da realidade graças a alguns atalhos dramáticos que Mercurio insiste em pegar. Repare como cada episódio é construído com muita precisão, repleto de diálogos rápidos e referências técnicas de investigação bastante detalhadas que criam um ritmo intenso, potencializado por reviravoltas, de fato, inesperadas. As entrevistas conduzidas pela equipe da AC-12, aliás, são particularmente memoráveis - filmadas em espaços claustrofóbicos e com enquadramentos fechados, elas aumentam a tensão e frequentemente geram momentos de grande impacto emocional e narrativo. Outro elemento marcante em "Line of Duty" é a excelência do elenco convidado a cada temporada: atores e atrizes consagrados como Keeley Hawes, Lennie James, Thandiwe Newton, Kelly Macdonald e até Stephen Graham tiveram interpretações brilhantes, trazendo complexidade aos seus personagens e deixando um forte legado para a história da série.  

A direção ao longo das temporadas, mesmo com vários profissionais no comando, também mantém uma solidez e um refinamento elogiável. Os episódios contam com um trabalho excepcional de câmera, especialmente na construção das cenas de ação e das perseguições, que nunca se limitam ao mero espetáculo. Ao contrário, elas sempre servem à narrativa, reforçando a sensação de urgência e de perigo iminente enfrentado pelos personagens. Além de ser um mestre em narrativas como essa, Mercurio é também um observador sagaz dos conflitos internos de seus personagens, ou seja, os protagonistas carregam suas próprias sombras e lutas pessoais, sendo colocados à prova constantemente - é essa dinâmica que funciona como um elo praticamente inquebrável de uma temporada até a outra. Embora mantenha um ritmo empolgante e um tom bastante investigativo, a obra nunca deixa de apresentar reflexões críticas sobre temas contemporâneos, o que coloca "Line of Duty" em um patamar tão elevado entre as produções policiais que, para mim, entra no hall das melhores do gênero já produzidas! Sem exageros!

Com sua mistura impecável de suspense, drama e crítica, "Line of Duty" é mais um exemplo primoroso do que a televisão britânica é capaz de produzir de melhor!

Assista Agora

Não tem como não gostar de "Line of Duty", especialmente se você (como eu) foi um grande fã de "24 Horas"! Mas calma, nada é por acaso - para minha surpresa, eu já tinha comentado sobre as referências do criador dessa série em uma análise de outra de suas produções, a minissérie sensação de 2018, "Segurança em Jogo" da Netflix! É isso, criada por Jed Mercurio, "Line of Duty" é daquelas séries raras que prende a atenção da audiência pela dinâmica narrativa, pela inteligência de suas reviravoltas, pela tensão constante de sua sequências de ação e pela habilidade de se reinventar a cada temporada, mantendo um altíssimo nível do início ao fim. Olha, se prepare para não sair do sofá, pois são seis temporadas (com uma média de seis episódios cada) de muito (mas, muito) entretenimento de qualidade!

"Line of Duty" é um premiadíssimo drama britânico que, basicamente, mergulha no universo da corrupção policial. Após uma delicada incursão contraterrorista dar muito errado, o Sargento Steve Arnott (Martin Compston) se recusa a encobertar os erros de sua equipe. Ao ser hostilizado pelos seus superiores, Arnott então se transfere para uma unidade anti-corrupção da policia local comandada pelo peculiar superintendente Ted Hastings (Adrian Dunbar). Lançada em 2012 pela BBC, a série rapidamente se consolidou como uma das melhores obras policiais das últimas décadas, graças à sua capacidade excepcional de equilibrar mistério, ação e uma reflexão crítica sobre poder, ética e integridade institucional. Confira o trailer (em inglês):

Mercurio já é conhecido por uma escrita, ao mesmo tempo, sofisticada e criativa. Dessa vez ele entrega uma jornada ainda mais empolgante que "Segurança em Jogo" e sem perder sua marca registrada: oferecer um olhar minucioso sobre os meandros da corrupção policial e sobre as complexidades morais enfrentadas por aqueles que tentam combatê-la. A cada temporada, a série apresenta um caso diferente, com personagens centrais que trazem consigo uma narrativa própria, mergulhando profundamente em dilemas éticos, pontuando as relações de poder e escolhas difíceis que cada um precisa tomar ao longo da jornada. Porém, o núcleo permanente formado pelo trio de investigadores Steve Arnott, Kate Fleming (Vicky McClure) e Ted Hastings (Adrian Dunbar) funciona como a espinha dorsal de "Line of Duty", trazendo muito do conceito de antologia procedural, bem anos 2000, para a produção. 

A série, impossível negar, se destaca especialmente pelo seu roteiro inteligente e elaborado, que raramente oferece respostas fáceis - mesmo exigindo uma certa suspensão da realidade graças a alguns atalhos dramáticos que Mercurio insiste em pegar. Repare como cada episódio é construído com muita precisão, repleto de diálogos rápidos e referências técnicas de investigação bastante detalhadas que criam um ritmo intenso, potencializado por reviravoltas, de fato, inesperadas. As entrevistas conduzidas pela equipe da AC-12, aliás, são particularmente memoráveis - filmadas em espaços claustrofóbicos e com enquadramentos fechados, elas aumentam a tensão e frequentemente geram momentos de grande impacto emocional e narrativo. Outro elemento marcante em "Line of Duty" é a excelência do elenco convidado a cada temporada: atores e atrizes consagrados como Keeley Hawes, Lennie James, Thandiwe Newton, Kelly Macdonald e até Stephen Graham tiveram interpretações brilhantes, trazendo complexidade aos seus personagens e deixando um forte legado para a história da série.  

A direção ao longo das temporadas, mesmo com vários profissionais no comando, também mantém uma solidez e um refinamento elogiável. Os episódios contam com um trabalho excepcional de câmera, especialmente na construção das cenas de ação e das perseguições, que nunca se limitam ao mero espetáculo. Ao contrário, elas sempre servem à narrativa, reforçando a sensação de urgência e de perigo iminente enfrentado pelos personagens. Além de ser um mestre em narrativas como essa, Mercurio é também um observador sagaz dos conflitos internos de seus personagens, ou seja, os protagonistas carregam suas próprias sombras e lutas pessoais, sendo colocados à prova constantemente - é essa dinâmica que funciona como um elo praticamente inquebrável de uma temporada até a outra. Embora mantenha um ritmo empolgante e um tom bastante investigativo, a obra nunca deixa de apresentar reflexões críticas sobre temas contemporâneos, o que coloca "Line of Duty" em um patamar tão elevado entre as produções policiais que, para mim, entra no hall das melhores do gênero já produzidas! Sem exageros!

Com sua mistura impecável de suspense, drama e crítica, "Line of Duty" é mais um exemplo primoroso do que a televisão britânica é capaz de produzir de melhor!

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