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Last Chance U

Ano
2016
País
EUA

netflix Documentário ml-real ml-esporte ml-nfl ml-ff

Last Chance U

Essa série documental sempre foi uma das minhas preferidas, mas não só porque eu gosto muito de futebol americano, mas porque o esporte é só o pano de fundo para o elemento que mais interessa uma narrativa: os personagens. Em época de Copa do Mundo o que mais irrita quem gosta do esporte são comentários ou discussões superficiais sobre o comportamento de atletas (dentro e fora de campo) sem dimensionar o que pode ser o dia a dia desses jogadores e o que cada um um traz na sua bagagem de vida. Ver o esporte como única ferramenta de ascensão social e acompanhar o processo de crescimento ou fracasso desses jogadores, é impactante. Chega a ser desumano, eu diria; e "Last Chance U" fala disso: de esportistas acima da média que antes de tudo são seres humanos, com suas qualidades e, principalmente (e esse é o grande mérito da série e que nos faz refletir), com seus defeitos.

A premissa central da série gira em torno de times de junior college (JUCO), instituições que servem como última oportunidade para jogadores que falharam em manter suas carreiras em grandes universidades devido a problemas acadêmicos, disciplinares ou pessoais. Com uma abordagem íntima e cinematográfica, o diretor Greg Whiteley (e sua equipe) captura não apenas o drama dentro de campo, mas também as complexas dinâmicas entre treinadores, atletas e a comunidade ao redor. Confira o trailer e entenda essa proposta sensacional:

"Last Chance U" mistura depoimentos dos jogadores, técnicos e educadores, cenas dos treinos e bastidores dos jogos, o dia a dia na Faculdade (e as dificuldades de aprendizado de cada um), a relação com a família, com os amigos, com as más companhias. A série ainda mostra os melhores momentos da temporada do College - as vitórias, derrotas, frustrações e muita, mas muita, pressão para tentar ser convidado para uma faculdade de elite e assim poder entrar no radar dos olheiros da NFL. O incrível da série é a forma como o Diretor (e os roteiristas) amarram tantas histórias, de tantos personagens. Seu sucesso enorme é resultado dessa fluidez, dessa organicidade na construção de uma linha narrativa coerente, profunda e divertida para quem assiste. É impossível não torcer, ou se revoltar, com algum personagem! É uma história da vida real muito bem desenvolvida, mesmo!

A série começa no East Mississippi Community College (EMCC), onde acompanhamos as temporadas 1 e 2 (2016-2017). Sob o comando do explosivo técnico Buddy Stephens, o time domina a liga com um estilo de jogo agressivo e jogadores altamente talentosos, mas também emocionalmente instáveis. Aqui, "Last Chance U" estabelece seu DNA: a dualidade entre a chance de recomeço e a pressão implacável por vitórias. Jogadores como John Franklin III, D.J. Law e Ronald Ollie se destacam tanto pelo talento quanto pelos desafios fora de campo, tornando-se alguns dos primeiros rostos icônicos da série. Stephens, apesar de sua abordagem muitas vezes questionável, representa a realidade de técnicos que priorizam desempenho acima de qualquer outro fator. O EMCC é um ambiente de alta intensidade, onde os atletas tentam equilibrar sua última chance no futebol universitário com suas próprias dificuldades emocionais e financeiras.

A terceira e quarta temporadas (2018-2019) mudam de cenário para o Independence Community College (ICC), no Kansas, e trazem uma mudança radical de tom. Se o EMCC era um programa consolidado, o ICC, liderado pelo carismático e problemático técnico Jason Brown, é um time acostumado a perder. Brown, com seu estilo desbocado e métodos pouco ortodoxos, se torna o grande personagem dessas temporadas – ao mesmo tempo um líder motivador e um exemplo de como o ego pode levar a uma implosão completa. A passagem pelo ICC mostra uma abordagem mais crua sobre a instabilidade desses programas e como a estrutura do JUCO muitas vezes falha em proteger os próprios jogadores. Figuras como Malik Henry, talentoso mas indisciplinado, exemplificam o conflito entre potencial e comportamento autodestrutivo. O resultado é um retrato mais caótico e, por vezes, mais dramático do que os anos anteriores.

A quinta e última temporada (2020) traz outra mudança de cenário, desta vez para o Laney College, na Califórnia, e apresenta uma narrativa ainda mais realista e fundamentada. Sob a liderança do técnico John Beam, Laney se destaca por sua abordagem mais centrada no desenvolvimento humano, contrastando com a visão puramente comercial do EMCC e o caos do ICC. Aqui, "Last Chance U" humaniza ainda mais os atletas, explorando questões como moradia, estabilidade familiar e a dificuldade de equilibrar esportes e educação. Jogadores como Dior Walker-Scott e RJ Stern personificam a luta diária não apenas para se destacarem no futebol, mas também para sobreviverem em um sistema que oferece poucos caminhos alternativos caso o esporte falhe.

Cada temporada tem 8 episódios de uma hora em média, que passam voando - não é preciso ser um expert em Futebol Americano, mas se você tiver um bom conhecimento da dinâmica do esporte, a experiência de assistir a história desses jovens fica ainda mais incrível! Saiba que a série é uma das coisas mais originais e interessantes que a Netflix já produziu em sua história.

Vale muito a pena!

Assista Agora 

Essa série documental sempre foi uma das minhas preferidas, mas não só porque eu gosto muito de futebol americano, mas porque o esporte é só o pano de fundo para o elemento que mais interessa uma narrativa: os personagens. Em época de Copa do Mundo o que mais irrita quem gosta do esporte são comentários ou discussões superficiais sobre o comportamento de atletas (dentro e fora de campo) sem dimensionar o que pode ser o dia a dia desses jogadores e o que cada um um traz na sua bagagem de vida. Ver o esporte como única ferramenta de ascensão social e acompanhar o processo de crescimento ou fracasso desses jogadores, é impactante. Chega a ser desumano, eu diria; e "Last Chance U" fala disso: de esportistas acima da média que antes de tudo são seres humanos, com suas qualidades e, principalmente (e esse é o grande mérito da série e que nos faz refletir), com seus defeitos.

A premissa central da série gira em torno de times de junior college (JUCO), instituições que servem como última oportunidade para jogadores que falharam em manter suas carreiras em grandes universidades devido a problemas acadêmicos, disciplinares ou pessoais. Com uma abordagem íntima e cinematográfica, o diretor Greg Whiteley (e sua equipe) captura não apenas o drama dentro de campo, mas também as complexas dinâmicas entre treinadores, atletas e a comunidade ao redor. Confira o trailer e entenda essa proposta sensacional:

"Last Chance U" mistura depoimentos dos jogadores, técnicos e educadores, cenas dos treinos e bastidores dos jogos, o dia a dia na Faculdade (e as dificuldades de aprendizado de cada um), a relação com a família, com os amigos, com as más companhias. A série ainda mostra os melhores momentos da temporada do College - as vitórias, derrotas, frustrações e muita, mas muita, pressão para tentar ser convidado para uma faculdade de elite e assim poder entrar no radar dos olheiros da NFL. O incrível da série é a forma como o Diretor (e os roteiristas) amarram tantas histórias, de tantos personagens. Seu sucesso enorme é resultado dessa fluidez, dessa organicidade na construção de uma linha narrativa coerente, profunda e divertida para quem assiste. É impossível não torcer, ou se revoltar, com algum personagem! É uma história da vida real muito bem desenvolvida, mesmo!

A série começa no East Mississippi Community College (EMCC), onde acompanhamos as temporadas 1 e 2 (2016-2017). Sob o comando do explosivo técnico Buddy Stephens, o time domina a liga com um estilo de jogo agressivo e jogadores altamente talentosos, mas também emocionalmente instáveis. Aqui, "Last Chance U" estabelece seu DNA: a dualidade entre a chance de recomeço e a pressão implacável por vitórias. Jogadores como John Franklin III, D.J. Law e Ronald Ollie se destacam tanto pelo talento quanto pelos desafios fora de campo, tornando-se alguns dos primeiros rostos icônicos da série. Stephens, apesar de sua abordagem muitas vezes questionável, representa a realidade de técnicos que priorizam desempenho acima de qualquer outro fator. O EMCC é um ambiente de alta intensidade, onde os atletas tentam equilibrar sua última chance no futebol universitário com suas próprias dificuldades emocionais e financeiras.

A terceira e quarta temporadas (2018-2019) mudam de cenário para o Independence Community College (ICC), no Kansas, e trazem uma mudança radical de tom. Se o EMCC era um programa consolidado, o ICC, liderado pelo carismático e problemático técnico Jason Brown, é um time acostumado a perder. Brown, com seu estilo desbocado e métodos pouco ortodoxos, se torna o grande personagem dessas temporadas – ao mesmo tempo um líder motivador e um exemplo de como o ego pode levar a uma implosão completa. A passagem pelo ICC mostra uma abordagem mais crua sobre a instabilidade desses programas e como a estrutura do JUCO muitas vezes falha em proteger os próprios jogadores. Figuras como Malik Henry, talentoso mas indisciplinado, exemplificam o conflito entre potencial e comportamento autodestrutivo. O resultado é um retrato mais caótico e, por vezes, mais dramático do que os anos anteriores.

A quinta e última temporada (2020) traz outra mudança de cenário, desta vez para o Laney College, na Califórnia, e apresenta uma narrativa ainda mais realista e fundamentada. Sob a liderança do técnico John Beam, Laney se destaca por sua abordagem mais centrada no desenvolvimento humano, contrastando com a visão puramente comercial do EMCC e o caos do ICC. Aqui, "Last Chance U" humaniza ainda mais os atletas, explorando questões como moradia, estabilidade familiar e a dificuldade de equilibrar esportes e educação. Jogadores como Dior Walker-Scott e RJ Stern personificam a luta diária não apenas para se destacarem no futebol, mas também para sobreviverem em um sistema que oferece poucos caminhos alternativos caso o esporte falhe.

Cada temporada tem 8 episódios de uma hora em média, que passam voando - não é preciso ser um expert em Futebol Americano, mas se você tiver um bom conhecimento da dinâmica do esporte, a experiência de assistir a história desses jovens fica ainda mais incrível! Saiba que a série é uma das coisas mais originais e interessantes que a Netflix já produziu em sua história.

Vale muito a pena!

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